Atualizado: 12 de Mar de 2019


Sobreviventes do Holocausto participam de exposição no Rio de Janeiro (foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

No dia 29 de janeiro, o Centro de Informação das Nações Unidas (UNIC Rio) inaugurou a exposição “Mantendo a memória viva: Nossa Responsabilidade Compartilhada”. A mostra em cartaz no Palácio Itamaraty, reúne 12 obras feitas por designers escolhidos por um júri internacional, resultado de um concurso promovido pela ONU e o memorial israelense Yad Vashem , com patrocínio da Fundação Asper e endossada pela Aliança Internacional pela Memória do Holocausto. Vencido pela designer brasileira Júlia Cristofi.



O evento, que ocorre simultaneamente na sede da ONU em Nova York e em diversos países, marca o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, lembrado em 27 de janeiro — data em que as tropas soviéticas libertaram o maior campo de extermínio nazista, Auschwitz-Birkenau.


Participaram do evento o diretor do UNIC Rio, Maurizio Giuliano; o vice-presidente da Federação Israelita do estado do Rio de Janeiro (FIERJ), Claudio Rosemberg; e sobreviventes do regime nazista, Freddy Glatt e Freddy Sobotka.


Os sobreviventes foram entrevistados pelo UNIC Rio para uma reportagem especial sobre as vítimas do Holocausto. O vídeo foi exibido na inauguração da exposição.



(foto: UNIC Rio)


"Gostaria de agradecer a equipe da UNIC Rio pela gentileza de sempre e todos aqui presentes, e principalmente a oportunidade de poder falar sobre o holocausto. A importância da vida foi a principal mensagem a ser passada no meu poster. Quis que os sobreviventes tomassem o protagonismo do quadro. Eles estão aqui, presentes entre a gente, viveram a história e a dor e representam a memória dos que não estão aqui pra contar.

Nossa função como sociedade é dar voz, ouvir o que eles tem a dizer, e principalmente buscar, a todo momento, a humanidade e a empatia em nós mesmos e começar a enxergar a diferença como se deve, como riqueza cultural e aprendizado, e nunca como barreira, preconceito e intolerância. Obrigada por tudo, parabéns pelo evento e mantemos a memória viva" Júlia Brancaglione Cristofi.



Para o diretor do Unic Rio, Maurizio Giuliano, a importância de manter a memória viva sobre o Holocausto é prevenir as muitas formas de ódio. “Observamos o aumento da xenofobia no mundo. Hoje, há ódio contra refugiados sírios, contra os rohingyas em Mianmar, contra os imigrantes africanos. A mensagem da exposição é ‘nunca mais.".


A mostra fica em cartaz no Palácio Itamaraty (Av. Marechal Floriano, 196 – Rio de Janeiro) até o dia 28 de fevereiro.



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- UNIC Tóquio, Japão
A UNIC Tokyo colaborou com o Tokyo Holocaust Education Resource Centre, na organização de um grande evento comemorativo em 25 de janeiro no Japão, onde exibiram alguns dos cartazes da exposição “Keeping the Memory Alive”. O Sr. Janos Cegledy, um sobrevivente do Holocausto, originalmente da Hungria, discutiu o Holocausto com estudantes japoneses do ensino médio.
Foto: UNIC Tokyo / Takashi Okano

- UNIC Yangon, Myanmar

Em 24 de janeiro, o UNIC Yangon, em colaboração com o Ministério da Educação, a Embaixada de Israel e o Instituto Goethe, realizou uma cerimônia de comemoração no Salão de Artes da Universidade de Yangon. O Ministro dos Assuntos Sociais da Divisão de Yangon, SE U Naing Ngan Lin, foi o convidado de honra. A mensagem em vídeo do Secretário-Geral da ONU para o Dia foi exibida e a cerimônia foi seguida por uma performance musical dos músicos israelenses Dganit Daddo e Yuval Kedar. Os cartazes foram exibidos com destaque no saguão do salão.


Foto: UNIC Yangon

  • Júlia

Atualizado: 8 de Mar de 2018




Vencedor do Concurso Internacional de Pôsteres sobre o Holocausto, promovido pela ONU e o Yad Vashem, o poster "The Memory Alive" faz parte da trilogia 'Holocausto - Vida, Memória e Resistência'.


Nele são apresentados retratos dos sobreviventes, a importância da sociedade dar valor a cada um deles, que estão aqui e são um inegável e eterno testemunho do genocídio; Representam a memória viva que deve ser perpetuada por todos como a responsabilidade compartilhada da humanidade.



Na primeira fase, foram escolhidos os três pôsteres da trilogia e também o da designer Barbara Nudelman para representar o Brasil na competição internacional. As obras foram elecionados por uma banca de jurados que incluiu especialistas em Holocausto e em design: Noni Geiger, graduada em Desenho Industrial e Comunicação Visual pela ESDI/UERJ e doutora em Comunicação pela UFRJ; Roberto Anunciação Antunes, coordenador de História da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro e Coordenador das Jornadas Interdisciplinares sobre o Ensino do Holocausto; e Jayme Gudel, secretário executivo da organização B’nai B’rith.


  • Júlia

Quase Humanos é uma cocriação com o fotógrafo brasileiro Christian Cravo.



'Ao longo da última década, tornou-se impossível ignorar a enorme multiplicidade de estilos artísticos, meios e processos que passaram a caracterizar a arte contemporânea. As tecnologias de produção e reprodução permitiram que os artistas desenvolvessem os limites da auto expressão e do trabalho em uma gama sem precedentes de novos formatos. Essa crescente polarização entre as técnicas tradicionais e as técnicas digitais/experimentais provoca, assim, uma nova e preeminente interrogação no campo da arte: como as tecnologias digitais e os sistemas de reprodução podem reivindicar o seu legítimo lugar em uma longa tradição de experiência artística e imaginação? A Bienal de Arte Print Brasil é uma exposição que tem o objetivo de contextualizar essa discussão e moldá-la em um estágio mais amplo


A partir dessa ideia, a Incubadora de Artistas abriu um edital independente e gratuito para a participação de artistas de todo o Brasil. A associação recebeu cerca de 700 inscrições e, destas, foram selecionadas 111 obras, representando variados estilos de trabalhos, temáticas e técnicas de criação gráfica.'



1ª Bienal Arte Print Brasil

Local: Incubadora de Artistas Brasil

Praça Claudino Alves, 78 – Centro – Atibaia - SP

8 de abril a 9 de julho de 2017.

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